sábado, 3 de maio de 2014

“Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos,


(...) em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo.”

segunda-feira, 31 de março de 2014

“Eu sou três, dependendo da pessoa que me procura.


(...) A menina ingênua, que fica olhando o homem com admiração, e finge estar impressionada por suas histórias de poder e de glória. A mulher fatal, que logo ataca aqueles que se sentem mais inseguros, e ao agir assim, tomando o controle da situação, os deixa mais à vontade, porque eles não precisam se preocupar com mais nada. E, finalmente, a mãe compreensiva, que cuida dos que estão precisando de conselhos e escuta, com um ar de quem compreende tudo, histórias que estão entrando por um ouvido e saindo pelo outro. Qual das três você quer conhecer? (…) Embora na minha alma, eu seja uma filha que precisa de carinho.”

quarta-feira, 5 de março de 2014

Dos lugares.


“Arranca metade do meu corpo, do meu coração, dos meus sonhos. Tira um pedaço de mim, qualquer coisa que me desfaça. Me recria, porque eu não suporto mais pertencer a tudo, mas não caber em lugar algum.”

“Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas,



(...) arejar minha biografia, deixar que vazem algumas ideias minhas que não são muito abençoáveis.”

domingo, 2 de março de 2014

“Nós nos esquecemos de como esperar.


(...) Esse é um espaço quase abandonado. No entanto, ser capaz de esperar pelo momento certo é o nosso maior tesouro. A existência inteira espera pelo momento certo. Até as árvores sabem disso – qual é o momento de florescer, e o de deixar que as folhas caiam, e de se erguerem nuas ao céu.”

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Dos absurdos.


“A distorção de valores chegou a tal ponto que pessoas discretas são consideradas arrogantes, os modestos são vistos como dissimulados e os que não se rendem a modismos são tachados de esnobes. Ser autêntico virou ofensa pessoal. Ou a criatura faz parte do rebanho, ou é um metido a besta.”

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

“Ninguém nunca soube do meu medo de nadar em lugares muito profundos,


(...) de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente. Ninguém nunca viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade, meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente.”