quinta-feira, 5 de abril de 2018

“Quando falo, todo mundo acha que estou querendo aparecer,


(...) que sou ridícula quando fico quieta, insolente quando respondo, inteligente quando tenho uma boa ideia, preguiçosa quando estou cansada, egoísta quando como um pouquinho mais do que deveria, imbecil, covarde, calculista e outros adjetivos. O dia inteiro só ouço dizerem como sou uma criança irritante, e apesar de rir e fingir que não me importo, eu me importo, sim. Gostaria de pedir a Deus que me desse outra personalidade, uma que não criasse antagonismos com todo mundo. Mas isso é impossível. Estou presa ao caráter com o qual nasci e, mesmo assim, tenho certeza de que não sou má pessoa. Faço o máximo para agradar a todos, mais do que eles suspeitariam num milhão de anos.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

"Não, não quero mais gostar de ninguém porque dói.


(...) 

Não suporto mais nenhuma morte de ninguém que me é caro. 

Meu mundo é feito de pessoas que são as minhas – e eu não posso perdê-las sem me perder."

quinta-feira, 29 de março de 2018

“Na maioria das vezes, gosto de estranhos.


(...) A partir do momento que você conhece alguém de verdade, se decepciona tanto, que é mais confortante ficar no anonimato. Não me importo se você for indiferente comigo (já me acostumei muito com isso), só não omitam nada. Verdades são ásperas, mas estão aí para serem aceitas, e jamais questionadas. Já passei por muitas experiências por aqui, e ao contrário do que pensam, aprendi muito com isso. Então, se for me adicionar na expectativa de destruir corações, sinto informar que aqui já não existem mais sentimentos. Tudo é muito indiferente. Na verdade, tanto faz. Boa Sorte.”

segunda-feira, 26 de março de 2018

"Me conformei que o amor não existe.


(...)
— Então por que você continua falando disso?
— Porque eu não me conformo que me conformei com isso."

"Não existem segundas chances,



(...) porque nada volta a ser como era antes. Depois que algo é quebrado sempre vão existir marcas que vão provar que algo esteve errado. Não existe segundas chances quando um coração é magoado. Não existe outras oportunidades para algo que se deixou passar.”


sexta-feira, 23 de março de 2018

"Outro dia tentei chorar.


(...) Outro dia tentei abraçar meu travesseiro. Não acontece nada. Eu não consigo sofrer porque sofrer seria menos do que isso que sinto. Tentei falar. Convidei uma amiga pra jantar e tentei falar. Fiquei rouca, enjoada, até que a voz foi embora. Tentei aceitar o abraço da minha amiga, mas minha mão não conseguiu tocar nas costas dela. Não consigo ficar triste porque ficar triste é menos do que eu estou. Não consigo aceitar nenhum tipo de amor porque nenhum tipo de amor me parece do tamanho do buraco que eu me tornei."


"Com um desânimo, vontade de dizer rápido qualquer coisa como olha, você me desculpa, mas estou mesmo muito cansado, fica para outro dia, para outra noite, outro tempo, outra vida."

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

"Notas sobre ela:


Ela adora viajar
e adora ficar sozinha
pelo mesmo motivo
ama lugares novos
lugares novos no mundo
e lugares novos dentro de si."

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

“Cometa bobagens.


(...) Não pense demais porque o pensamento já mudou assim que se pensou. O que acontece normalmente, encaixado, sem arestas, não é lembrado. Ninguém lembra do que foi normal. Lembramos do porre, do fora, do desaforo, dos enganos, das cenas patéticas em que nos declaramos em público. Cometa bobagens. Dispute uma corrida com o silêncio. Não há anjo a salvar os ouvidos, não há semideus a cerrar a boca para que o seu futuro do passado não seja ressentimento. Demita o guarda-chuva, desafie a timidez, converse mais do que o permitido, coma melancia e vá tomar banho de rio. Mexa as chaves no bolso para despertar uma porta. Cometa bobagens. Não compre manual para criar os filhos, para prender o gozo, para despistar os fantasmas. Não existe manual que ensine a cometer bobagens. Não seja sério; a seriedade é duvidosa; seja alegre; a alegria é interrogativa. Quem ri não devolve o ar que respira. Não atravesse o corpo na faixa de segurança. Grite para o vizinho que você não suporta mais não ser incomodado. Use roupas com alguma lembrança. Use a memória das roupas mais do que as próprias roupas. Desista da agenda, dos papéis amarelos, de qualquer informação que não seja um bilhete de trem. Procure falar o que não vem à cabeça. Cantarolar uma música ainda sem letra. Deixe varrerem seus pés, case sem namorar, namore sem casar. Seja imprudente porque, quando se anda em linha reta, não há histórias para contar. Leve uma árvore para passear. Chore nos filmes babacas, durma nos filmes sérios. Não espere as segundas intenções para chegar às primeiras. Não diga “eu sei, eu sei”, quando nem ouviu direito. Almoce sozinho para sentir saudades do que não foi servido em sua vida. Ligue sem motivo para o amigo, leia o livro sem procurar coerência, ame sem pedir contrato, esqueça de ser o que os outros esperam para ser os outros em você. Transforme o sapato em um barco, ponha-o na água com a sua foto dentro. Não arrume a casa na segunda-feira. Não sofra com o fim do domingo. Alterne a respiração com um beijo. Volte tarde. Dispense o casaco para se gripar. Solte palavrão para valorizar depois cada palavra de afeto. Complique o que é muito simples. Conte uma piada sem rir antes. Não chore para chantagear. Cometa bobagens. Ninguém lembra do que foi normal. Que as suas lembranças não sejam o que ficou por dizer. É preferível a coragem da mentira à covardia da verdade.

sábado, 10 de fevereiro de 2018


"Vou querer namorar? Não. Vou querer casar? Não. Vou querer pra pai dos filhos? Não. Então deixa pra lá que já tô velha pra essa palhaçada."

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

"Porque na realidade, eu estava sentindo falta do que eu sou.




(...) Estava sentindo falta de momentos, dessas palavras que demonstraram por muito tempo os meus sentimentos, de todos os ‘eu te amo’ que eu já ouvi - por mais falso que foi - eu estava sentindo falta dessa pessoa que eu sou, que eu me tornei. Eu, por muito tempo, que passar a maior parte do tempo, longe de mim, longe das pessoas, longe de tudo, mas no final isso não adianta não é mesmo? Pois é, por um tempo eu estive tentando fazer com que a minha rotina não fosse tão tediosa, ou qualquer coisa, do tipo. Porque chega uma hora que você cansa. Não cansa só das coisas que acontecem, ou das pessoas que estão na sua vida - ou até mesmo das que estão de passagem -, chega uma hora que você cansa de você. E eu estive lutando pra que isso não acontecesse comigo sabe? Só queria que alguém soubesse do meu esforço… e me entendesse."