terça-feira, 26 de setembro de 2017

"Tratar o outro como uma pilha de cristais finos.


(...) Pois o ser humano é um amontoado de traumas. E cada um desses traumas merece atenção e tato, quase tratamento especial. Daí se faz a intimidade máxima: um conhece os problemas emocionais do outro, muito mais do que as suas mães ou os seus analistas jamais conheceram."

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

"Já tentei me entender, é claro que sim.


(...) Mas vivo me surpreendendo (posso?) comigo. Muitas vezes, penso que não vou suportar, e suporto. Em outras situações, penso que vou conseguir, mas minhas pernas falham e caio no chão. Me desafio, diariamente. Até onde você chega? Vamos lá, mostra para mim quem é você, até onde você é capaz de seguir em frente. E me supero, de um jeito ou de outro, na marra e na garra, diariamente..."

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

"Ensinam muitas coisas as garotas.



(...) Se um cara lhe machuca, ele gosta de você. Nunca tenta aparar a própria franja. E, um dia, vai conhecer um cara incrível e ser feliz para sempre. Todo filme e toda história, implora para esperarmos por isso. A reviravolta no terceiro ato. A declaração de amor inesperada. A exceção à regra. Mas, às vezes, focamos tanto em achar nosso final feliz, que não aprendemos a ler os sinais. A diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer. Entre os que vão ficar e os que vão nos deixar. E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível. Talvez seja… Você… Sozinha… Recolhendo os cacos e recomeçando. Ficando livre para algo melhor no futuro. Talvez o final feliz seja só seguir em frente. Ou talvez o final feliz seja isto, saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos, com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados, com toda a vergonha e todo o constrangimento, você nunca perdeu a esperança."

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Viver grudado é para os siameses.



Acho bonito o casal que não se desgruda. Gosto de olhar os amantes que vivem juntos, andam para cima e para baixo agarrados, atados feito gêmeos siameses. Admiro duplas inseparáveis, pares perfeitos e outras aves raras. Sinto alegria por essa gente e faço votos de que seu amor perdure e frutifique. Mas eu confesso, sem orgulho nem tristeza: isso não é para mim, não.

Respeito quem acredita que pouco consegue fazer na vida sem a presença de sua cara-metade, quem não vai a lugar nenhum desacompanhado, quem liga duzentas vezes ao dia para o ser amado, mesmo sabendo que vai encontrá-lo à noite. Respeito. Mas não sobrevivo cinco minutos em situação assim. Eu preciso ficar um pouquinho comigo mesmo. Careço estar sozinho, mesmo estando acompanhado.

Compreendo quem esbraveja “então é melhor não estar com ninguém, pô!”. É o que eu ouço quase sempre, quando conto a minha tese. Entendo quem me olha raivoso e decreta: “assim você vai morrer só” e outras sentenças. Mas eu não acredito em nenhuma delas. Para caminhar ao lado de alguém não é preciso se acorrentar a ele, renunciar ao resto do mundo, repelir tudo o que mais exista e não possa ser vivido em casal. Isso não é respeitar o outro, não. É anular a si mesmo. Abrir mão da individualidade sem a qual o amor não seria possível.

Não, eu não estou defendendo as chamadas “relações abertas”, como um ou outro talvez imagine. Não me interessam triângulos amorosos, orgias emocionais e afins. Nada disso. Eu só acho que a felicidade de um casal reside na preservação dos indivíduos que o formam.

Casais felizes se aceitam como pessoas únicas, indivíduos imperfeitos, seres falhos que não são obrigados a se completar nem a transbordar coisa nenhuma. Apenas se encontram, se admiram, se desejam, se apoiam e seguem adiante como querem. Juntos, sim. Mas não colados, grudados, presos um ao outro o tempo todo feito irmãos xifópagos atados pelos ossos, dividindo os mesmos rins, vivendo com os movimentos comprometidos e a visão limitada.

Esse tipo de amor não me serve, não. Respeito mas rejeito. Viver grudado é para os siameses. Casais felizes se querem livres e fortes como aves afins, ora migrando juntos para outro canto, ora voando sós e sãos, unidos como indivíduos em toda a saúde de seu amor.

Sobre dor e saudade.


"Você sabe e eu também que sou forte e capaz de carregar sozinha meus fardos. Não fui acostumada a compartilhar minhas aflições com os outros, nem a viver agarrada à saia da minha mãe, mas agora eu adoraria deitar minha cabeça no ombro dele, nem que fosse só por uma vez, e ali ficar quietinha!"

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

"É fato, é verdade; eu cultivo a loucura.


(...) Cultivo a loucura para tornar a realidade suportável. Porque a realidade é inominável. A loucura ou o pesadelo é suportável. Acordamos e lembramos que não era a realidade. Da realidade jamais despertamos."


“Eu sempre tenho que falar menos,


(...) pensar moderadamente, sentir sem tanta intensidade, cortar textos, dosar o amor, diminuir a ansiedade, equilibrar o medo. Minha alma de obesa sofre bullying o dia inteiro.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

"E eu vou escrever sobre o que, agora?


(...) Sobre como tudo sempre dá errado pra mim e com você também não seria diferente? Que, de novo, “não era pra ser”? Nunca é pra ser? Quando é que vai ser?"

domingo, 17 de setembro de 2017

"Eu achava que aos poucos a gente morria de amor,


(...) depois do fim, depois da despedida, mas não, ninguém morre. Dói muito e a angústia chega a apertar o peito, você chora baixinho pra ninguém ouvir antes de dormir e a saudade te invade de um jeito avassalador. Quantas vezes eu quis saber como você estava sem mim, se encontrou outro alguém ou se ainda pensa em nós. Mas, todas as dores, as feridas, as noites em claro, a angústia que se fazia presente em meu peito, a dor que persistia em ficar, tudo isso passou, a tempestade acabou e deixou-me ainda mais forte. Depois do fim é difícil recomeçar e como dói lembrar daquele adeus.

Eu nunca precisei esbanjar sorrisos de graça para parecer bem quando eu não estava. Nunca escondi a saudade e evitei a todo custo fazer pose para parecer feliz, quando de fato eu não estava. Portanto se eu sorrir é porque estou bem, não preciso declarar a minha felicidade aos quatro cantos do mundo como quem precisa mostrar a todos que depois do fim superei de forma mágica, não sofri e que estou melhor do que nunca. Sinceramente, acho desnecessário querer parecer feliz e realizado logo após uma história tão bonita quanto a nossa foi, ter se acabado. Também não vou me abrigar no primeiro abraço, nem me entregar ao primeiro beijo que me aparecer. Não vou me tornar uma pedra e não vou me fechar para a vida, eu só quero um tempo. Um tempo não para ficar sofrendo, chorando e pensando em tudo que acabou, mas um tempo para aproveitar e sugar tudo o que há de bom, recarregar as energias, descobrir novos lugares para ir num sábado à noite, conhecer pessoas que nunca quis conhecer, terminar a minha lista de séries no Netflix, descobrir onde tem o melhor cappuccino, fazer um tour gastronômico pela cidade e planejar a minha próxima viagem. Esse meu coração teimoso precisa aprender a reencontrar o tal do amor próprio.

Hoje tive um encontro comigo e descobri coisas que antes sei lá, passavam despercebidas talvez. Mas sabe, meu sorriso é mesmo bonito, as minhas piadas são realmente muito ruins e eu não sou tão simpática assim. Não tenho preferência musical e meu gosto é um tanto que diferente estranho talvez. Meu abraço é o melhor do mundo e sei apoiar alguém, como ninguém. Realmente você tinha razão quando dizia que fico linda de pijama. Você tinha razão quando dizia que minha risada era engraçada e que sou a melhor companhia de viagem que alguém poderia ter. Você estava certo quando dizia que me faltava coragem às vezes para lutar pelo que eu queria e que eu precisava não me esconder tanto do mundo, não precisava me defender tanto das pessoas e por mais que as feridas fizessem morada em mim eu precisava me esvaziar da dor. Lembrei de quando você me dizia o quanto eu era incrível e que eu merecia tudo de melhor. Eu realmente mereço e é por isso que eu não posso deixar o meu mundo desmoronar, é por isso que não posso criar um bloqueio e impedir que coisas boas cheguem até mim, à dor não pode ser maior do que as possibilidades tão lindas que vejo por aí, e não posso permitir que essa insegurança tire as coisas boas de mim.

Então, eu te desejo abraços calorosos, sorrisos que fazem a gente ganhar o dia, te desejo um cafuné num domingo a tarde, abraços de moletom no inverno, mensagens de bom dia e risadas que fazem doer a barriga. Seja feliz, porque eu também vou ser. Mantenha a sua fé, sua coragem e sua ousadia de viver, porque eu também vou manter a minha alegria, minha paz e meu sorriso encantador. Quero me encantar de novo com a vida, quero continuar me descobrindo, sei que pra pessoas como eu e você sempre há coisas boas reservadas. E não pense que “Não demos certo”, nós demos sim, e muito certo, por um tempo. E agora, outras coisas, pessoas e momentos vão aparecer em nossa vida e vai dar certo novamente, de uma forma diferente, mais intensa talvez ou mais devagarzinho, mas vai, acredite. Talvez a gente se esbarre por aí novamente com o coração mais feliz e maduro, talvez a gente sinta falta e depois de tantos e reencontros decida pousar no mesmo lugar. Aprendendo a aceitar aquilo que não soubemos aceitar, amando aquilo que não conseguimos amar, descobrindo aquilo que tentamos esconder e resolver tudo aquilo que deixamos para depois. Talvez a gente se esbarre novamente com o coração mais calmo e decidido a lutar, a ficar, mas por hoje é melhor alçarmos voo."

sábado, 16 de setembro de 2017

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Sobre encaixes.


"Lembro de quando eu estava no colégio e discutia com minhas amigas que os opostos se atraem. Tudo besteira. Nunca vi uma roqueira tatuada acompanhando um executivo com cara de que trabalha na bolsa. Ela no máximo vai estar com um roqueiro que goste de uma banda que ela odeia. Mais que isso não dá. Não encaixa, e as pessoas precisam se encaixar."